quarta-feira, 27 de julho de 2011

2ª JORNADA PEDÁGOGICA EDUCAÇÃO INFANTIL

19/07/2011



 2ª JORNADA PEDÁGOGICA
EDUCAÇÃO INFANTIL
CRECHE MUNICIPAL  01.02.606
GEORGE SAVALLA GOMES/ PALHAÇO CAREQUINHA

 GEOGRAFIA DA INFÂNCIA: TERRITORIALIDADES INFANTIS.

                A cidadania, a cooperação, o respeito às diferenças e o cuidado com o outro são aprendidos na vivência cotidiana. Por isso, não podemos esperar que as crianças desenvolvam essas atitudes se os adultos não as demonstram em sua forma de atuar na instituição, com as crianças, os colegas e as famílias.
               A concepção que nossos pais tinham quando éramos crianças é muito diferente da concepção que nós, hoje, temos de nossos filhos. Há que se considerar também que a infância rural é muito diferente da infância urbana.
              O que significa ser criança em diferentes culturas? Como trabalhar com crianças pequenas, considerando seu contexto de origem, seu desenvolvimento e os conhecimentos, direito sociais de todos?
                As crianças têm direito de vivenciar a sua infância e não deixa-la passar rapidamente sem as cantigas de roda, sem os jogos e brincadeiras, sem as histórias de fadas, príncipes e bruxas. É preciso lembrar também que a globalização trouxe mudanças à identidade da infância. Essa identidade é hoje resultante de vários processos políticos, econômicos, culturais e sociais. Durante anos a escola foi responsável em construir a identidade da infância e hoje essa escola tem diante de si uma infância oriunda de camadas sociais heterogêneas, onde impera a indisciplina, o medo, e violência.
        É preciso salientar a dimensão cultural da vida das crianças e adultos, de maneira que as crianças aprendam com a história vivida pelos mais velhos e estes vejam a criança como sujeito histórico, social e cultural. As crianças são seres sociais, têm uma história, pertencem a uma classe social, estabelecem relações segundo seu contexto de origem, têm uma linguagem, ocupam um espaço geográfico e são valorizadas de acordo com os padrões do seu contexto familiar e com a sua própria inserção nesse contexto.
           No mundo rural, sítios ou fazendas, longe das cidades, o tempo da infância é muito curto, a criança entra rapidamente para o mundo do adulto, pois começa a trabalhar cedo. Logo que a criança começa a entender mais, já pode ir ajudando seus pais. Levando alguma ferramenta para a roça, levando  o almoço para o pai ou para os irmãos mais velhos, tomando  conta do irmão caçula, etc. Acontece exatamente o contrário na cidade.    
       Hoje, vivemos o paradoxo de ter um conhecimento teórico avançado sobre a infância, enquanto assistimos com horror a incapacidade da nossa geração de lidar com as populações infantis e juvenis.
         Para que se possam enfrentar os desafios dessa sociedade globalizada, não podemos abrir mão de valores de solidariedade e construção coletiva. Muitos são os desafios das políticas sociais para a infância. Questões relativas à situação política e econômica e à pobreza das nossas populações, questões urbanas e sociais, problemas educacionais específicos assumem proporções graves e exige respostas firmes e rápidas, nunca fáceis.
        A formação cultural das crianças e seus professores é direito de todos, pois todos - crianças e adultos - são sujeitos históricos e sociais, cidadãos produzidos na cultura e criadores de cultura. Para que a escola seja possível é necessário que não nos preocupemos  apenas com as habilidades e conhecimentos que a criança irá adquirir com os conteúdos preparando-a para a fase adulta, mas com a vivência da criança, no hoje, no agora.
              É preciso lutar contra os erros e a exclusão, com intuito de juntos construirmos um novo futuro.  Há necessidade de se vencer a distância entre a realidade da escola e o contexto social.





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