18/07/2011
2ª JORNADA PEDÁGOGICA
EDUCAÇÃO INFANTIL
CRECHE MUNICIPAL 01.02.606
GEORGE SAVALLA GOMES/ PALHAÇO CAREQUINHA
INFÂNCIA E PSICOLOGIA
“Como ser educador sem conhecer ideias e teorias que norteiam nosso dia a dia em sala de aula?” Esse questionamento é muito fácil de responder e apenas necessitamos da seguinte percepção: não existe como.
Em nosso trabalho pedagógico teoria e prática caminham juntas desde o início até o final do dia. Quando somos indagados por nossos alunos ou por seus responsáveis, temos que conhecer a fundo todo o processo que se dá a construção do conhecimento e o desenvolvimento da infância e suas implicações.
Dentre os teóricos estudados nesse texto, podemos destacar para a nossa prática pedagógica Jean Piaget e sua teoria sobre a construção do conhecimento e suas respectivas fases; Henri Wallon que apresenta a criança como um ser geneticamente social, pois para ele desde o ventre de sua mãe ele já participa da sociedade a qual pertence e que seu aprendizado se dá através da dialética entre a razão e a emoção; e por fim; temos Lev Vigotsky e sua percepção de pessoa como ser que tanto participa ativa e passivamente no grupo social a qual faz parte, gerando assim a construção do conhecimento através das trocas entre as pessoas que formam o grupo e de suas próprias experiências. A linguagem também faz parte desse processo como meio principal de comunicação. Outro aspecto abordado é a importância do ato de brincar, pois para Vigotsky os conceitos de brinquedos e brincadeiras são transmitidos de geração em geração, criando, assim, o aspecto cultural.
Tanto no ambiente familiar quanto no ambiente educacional a brincadeira é cada vez mais entendida como atividade que, além de promover o desenvolvimento global das crianças, incentiva a interação entre os pares, a resolução construtiva de conflitos, e sendo um dos pontos fundamentais a formação de um cidadão crítico e reflexivo.
A brincadeira infantil assume uma posição privilegiada para a análise do processo de constituição do sujeito; rompendo com a visão tradicional de que ela é atividade natural de satisfação de instintos infantis, o autor apresenta o brincar como uma atividade em que, tanto os significados social e historicamente produzidos são construídos, quanto novos podem ali emergir. A brincadeira e o jogo de faz-de-conta seriam considerados como espaços de construção de conhecimentos pelas crianças, na medida em que os significados que ali transitam são apropriados por elas de forma específica.
Nós, educadores, devemos nos atualizar a cada momento e assim colocar em prática tudo aquilo que ouvimos e aprendemos ajudando a formar seres humanos ativos em seu grupo, além de participar do processo ensino-aprendizagem de nossos alunos para que eles obtenham um desenvolvimento pleno como pessoa dotada de sentimentos, ideias e desejos.
A criança deseja e necessita ser amada, aceita, acolhida e ouvida para que possa despertar para a vida da curiosidade e do aprendizado. E o professor é quem prepara e organiza o microuniverso da busca e do interesse das crianças. A postura desse profissional se manifesta na percepção e na sensibilidade aos interesses das crianças que, em cada idade, diferem em seu pensamento e modo de sentir o mundo.
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